domingo, 5 de setembro de 2010

Fui eu

             É, mais um domingo cinza e ventoso, novamente percebo que estou a milhas e milhas do meu lar. Então, onde será o meu verdadeiro lar? O que será que o destino reservou para mim?

          Um milhão de pensamentos invadem minha cabeça e começo a digitar alucinadamente para não deixar nenhuma ideia passar. O que me atormenta é saber que as pessoas que eu gosto estão distante de mim, mas a escolha foi minha. Fui eu quem quis assim, fui eu que tive a ambição de seguir em frente e me tornar uma pessoa com mais méritos. Fui eu quem decidi estudar fora. Fui eu que escolhi este caminho, que não é triste, ao contrário. Fui eu quem decidiu partir. Fui eu quem tomou a decisão. Fui eu. Fui eu. Fui eu.
               Agora, se quero que tudo seja melhor, se quero encontrar as verdadeiras respostas, sei que tudo depende de mim. Apenas de mim. 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ele chegou e a levou

Mais uma madrugada fria e sem sinal de sono. Pensando em algumas coisas do passado, sinto vontade de viver alguns momentos e esquecer para sempre outros. Começo a percolar.
Depois disso, decidi que o que todos nós precisamos é uma desintoxicação do passado e começar a aproveitar melhor o presente. Temos de nos libertar de todas as mágoas e tentar ver o mundo de outro ponto. Sim, é difícil, mas não custa tentar, será melhor. Você vai sentir-se bem e se ocupará, ao invés de se pré-ocupar. Agora, sentindo a brisa, aquele piscar de olhos, aqueles carneirinhos que se perdem na conta e oi, ele chegou e com ele a levou. O sono chegou, e com ele a levou.

domingo, 9 de maio de 2010

. e tudo isso me consome, os segundos passando, o menino gritando, o tempo esgotando.
você chegando e saindo, assim como se fosse tudo tão normal.
normal, normal, real.


me canso, me deito, descanso 
em pé, me fatigo e logo esmaeço


com a chuva lá fora,
a tempestade inconstante,
o medo a flor da pele,
a confusão de pensamentos, 
a miscigenação da clemência,
a breve interferência da intuição pelo minuano,
a saudade crua daqueles pampas,
e mais uma vez o sentimento melancólico de incompletude de tantas.



segunda-feira, 26 de abril de 2010

De tanto em tanto tempo isso acontece, ah, realmente não sei porque acontece tudo exatamente igual. Apesar que fica muito mais fácil quando sabemos o que vai acontecer no final.
Agora, será que o final vai ser o mesmo?

sábado, 24 de abril de 2010

Aproveitar o tempo de agora

.... aquelas velhas fotos, com os amigos de infância me faz recordar a todo o momento como era maravilhoso ser uma criança feliz e não ter de se preocupar com o amanhã. É, agora tudo mudou, a criança cresceu e agora tem que pensar em cada ato, refletir cada atitude antes de tomar a decisão final. Como eu queria poder voltar no tempo e reviver todos aqueles momentos mágicos mais uma vez, não, não gostaria de mudar nada, nem mesmo os erros que cometi, porque deles pude tirar algum proveito, porque deles aprendi muitas coisas que talvez não soubesse se não os teria cometido. Eu só queria mais um momento perto daqueles que já se foram, mais abraço daquele meu velho amigo que não está mais aqui, mais um carinho daquela que partiu, só mais alguns momentos, alguns instantes...
Como o tempo passou, como o tempo passa, eu vou é aproveitar o tempo de agora, porque quem vive somente de lembranças é museu. 

domingo, 18 de abril de 2010

é assim que tem que ser, é assim que vai ser, assim que é.

É assim que tem que ser, é assim que vai ser, assim que é.
Porque que é que as vezes não temos a inspiração que nos faz produzir gigantes e bem delimitados textos? Ah, acho que vou fazer um daqueles textos populares, tradicionais de blogs.
Pois então, hoje quando estou cursando o meu segundo ano de ensino médio percebo que deixei muitas oportunidades pequenas escaparem e não quero perder mais nenhuma delas. Percebo e tento entender o porque das coisas, o porque eu não dei valor pra aquela aula de inglês chata do meu cursinho, porque eu não prestei atenção na aula da professora de espanhol da escola, porque eu não me dediquei o bastante para seguir em frente com a ginástica olímpica, ou então, com o coral, ou com a invernada, o violão, o jazz, as aulas de basquete, os jogos de vôlei, os campeonatos de handball, aquelas aulas de religião que a professora mandava-nos fazer um texto para tentar entender e salvar o mundo de algumas calamidades, porque eu não quis entender aquele assunto de física, porque eu não fazia nenhum projeto social que ajudasse a conscientizar a população, é eu não consigo encontrar respostas.
Hoje, cada oportunidade que eu tenho não a deixo passar, a agarro com unhas e dentes, porque sou uma nova pessoa. Meus ideais já estão mentalizados e prontos para dar início a sua realização, é assim que tem que ser, é assim que vai ser, assim que é.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A minha, a sua, a de cada um

É, não tem jeito,
mãe é mãe e ninguém pode tomar o seu lugar.
As vezes não damos o devido valor a elas, mas meu caro amigo, tenha certeza, você só dará valor quando estiver longe dela, quando não puder correr e em instantes estar ao seu lado pedindo um abraço acolhedor, um abraço que acolhe a sua dor, um abraço que te passa boas vibrações e que te motiva. Quando você sente aquela angústia de que está arrependido do que fez, que quer voltar atrás, mas não tem ninguém ali que te dê aqueles conselhos, aqueles conselhos que só mãe sabe dar. Quando você precisa desabafar e ninguém quer escutar os seus problemas de adolescente. Quando você quer apenas um ombro amigo em que você possa confiar e chorar sem precisar dar qualquer tipo de satisfação.
Por mais que todos que estão ao seu redor estejam dispostos a te dar colo, você não tem o colo de que realmente necessita, ah, e isso dói, não é uma dor normal, é uma dor especial, talvez tenha até um nome, talvez se chame saudades.
É nos pequenos fatos, acontecimentos, que sabemos com quem realmente podemos contar,
aquele amigo que se diz verdadeiro, na verdade agora está ocupado rindo e conversando com aqueles outros indivíduos que antes também se entitulavam ser seu amigo e depois disso me vem a cabeça uma reflexão, será que eu também me entitulo amiga, e sou apenas mais uma que consta nessa imensa lista que não termina nunca?
É difícil dizer, mas acho que de tantas pessoas posso apenas salvar uma, a minha mãe. A minha amiga, a minha confidente que está ali sempre para o que eu precisar, são laços muito mais fortes do que apenas ter o mesmo tipo de sangue, é muito mais do que qualquer outra coisa, é amor.
Mãe, obrigada por tudo. Eu realmente te amo.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

amor de verão.

.sim, é amor de verão. um sentimento passageiro, mas que interfere no emocional.
quando eu passo eu percebo o seu olhar cruzar com o meu, percebo que o eu sinto é estreitamente uma paixão momentânea e que você também tem interesse na menina-mulher.
ah, como eu sinto falta das nossas conversas e das besteiras faladas,
como eu queria poder voltar no tempo, e reviver as emoções sentidas. manipular o tempo, manipular o coração. seu jeito, seu cheiro, seu cabelo, o ódio por morar na cidade pequena, a felicidade por descobrir algo em comum. a idade, a inteligência, o bronzeado, a estatura, o amadurecimento. a vida.
é, existe sim , amor de verão.

depois, amor de inverno.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

E o que eu quero?


Desde criancinha sempre fui muito decidida a respeito das coisas que eu quero, mas agora, do nada, me veio uma vontade de jogar tudo pro alto e viver a vida como ela realmente deve ser vivida.
Ah , a escola , os amigos, o trabalho, a vida, tudo se confunde numa inscontância de pensamentos unificados que se disperçam e se reencontram ao longo do caminho que deve ser percorrido.
Paixões passageiras, emoções corriqueiras, sentimentos momentâneos, então é a assim que deve ser. Ou não.
Tudo fora de ordem, ao mesmo tempo na mesma posição, ninguém entende o que eu escrevo, descrevo, sinto. É tudo muito complexo ou tudo muito fácil, as palavras se laceiam de maneira distintas, trilhas devem ser seguidas, então não não seja empurrado por seus problemas. seja conduzido pelos seus sonhos.